quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Review: West Brom 1x1 (3x4) Arsenal - Que venha o Chelsea!


Foi por pouco, mas o Arsenal passou pelo West Bromwich Albion, na 3ª rodada da Capital One Cup. Apesar do jogo ter sido na casa dos Baggies, The Hawthorns, a torcida do Arsenal compareceu e apoiou bastante o time nessa classificação para a 4ª rodada (ou oitavas-de-final) do torneio.

É importante considerar que o West Brom foi para o jogo com um time forte: Daniels; Reid, Lugano, Dawson, Popov; Mulumbu, Dorrans, Sessègnon, Berahino, Sinclair; Long. É difícil de imaginar o que se passou pela cabeça do torcedor do West Brom ao ver seu clube ser eliminado pelo time sub-21 do Arsenal. À exceção de Fabiański, Vermaelen, Mertesacker, Monreal, Arteta e Bendtner, todos os outros titulares, e os três jogadores que entraram no decorrer do jogo, fizeram parte do Arsenal U-21 da temporada passada. Ou seja, um feito e tanto para a garotada.

O time que entrou em campo foi esse:


Na ausência de uma quarta opção para a zaga, Mertesacker não pôde ser poupado e atuou ao lado de Vermaelen - finalmente recuperado de lesão. O capitão belga, por sinal, fez um bom jogo e foi elogiado por seu companheiro de time Nicklas Bendtner (ou, se preferir, Pedrita).

Entre as traves, a estreia de Viviano não aconteceu. O goleiro italiano é, atualmente, a terceira opção para a posição. O polonês Fabiański, no entanto, teve uma boa atuação e fez por merecer sua escalação.

No meio-campo, Arteta voltou a ser titular e mostrou que não perdeu a classe de sempre. Já o estreante, como profissional, Isaac Hayden, teve bons e maus momentos. O versátil defensor inglês - que também joga como zagueiro - mostrou ser duro na marcação, mas chegou atrasado em alguns lances e tomou um cartão amarelo. À frente dos volantes, Thomas Eisfeld abriu o placar, mas não teve grande atuação. Aos 20 anos de idade, o futuro do alemão parece, cada vez mais, distante do Arsenal.

Nas pontas, Ryo Miyaichi não pode ser criticado por falta de vontade. O japonês estava, visivelmente, esgotado fisicamente, jogando em seu limite em grande parte do jogo. Ainda assim, estava sempre procurando a bola e tentando criar jogadas. Sua técnica, no entanto, o impediu de criar perigo para o time. Apesar de ter tido ótima passagem pelo Feyenoord, em 2011, Miyaichi ainda não conseguiu apresentar um futebol digno de um Gunner na Inglaterra, seja por Bolton, Wigan ou o próprio Arsenal. Já Gnabry não teve uma noite feliz e, "para coroar", não converteu sua cobrança na decisão por pênaltis. Com a ausência de Walcott, porém, Gnabry deve ser mantido como titular para o jogo contra o Swansea, no sábado. Para não dizer que sua performance foi um fiasco, o alemão mostrou muita confiança com a bola nos pés. O futuro ainda parece promissor para ele.

No ataque estava a grande estrela da partida: Nicklas Bendtner. Depois de 2 anos sem jogar pelo Arsenal, o atacante dinamarquês voltou a campos ingleses e deu uma assistência para o gol de Eisfeld. Visivelmente aquém de sua melhor forma, Bendtner não teve muitas chances para mostrar seu valor. Na única que teve, no entanto, demorou muito para chutar e acabou sendo desarmado por Dawson. É claro que, com mais tempo de treino, a situação pode melhorar, mas há de se refletir sobre a viabilidade técnica e financeira de ter Bendtner no elenco por £52,000 semanais.

Bendtner comemorando a vitória nos pênaltis

Ainda sobre Bendtner, Arsène Wenger elogiou os torcedores que o incentivaram durante o jogo:
"Os torcedores foram absolutamente fantásticos. Mesmo quando o West Brom empatou o jogo, eles nos encorajaram e encorajaram Nicklas (Bendtner). No geral, acho que ele fez um bom jogo para um cara que não jogava há tanto tempo, sozinho na frente. Ele foi muito bem."

Sobre a chance que ele perdeu no segundo tempo:
"Ele demorou demais. O que aconteceu com ele é o que acontece com vários atacantes quando eles tem muito tempo para marcar. Esperam e esperam e, depois, esperam por tempo demais. Mas, no geral, acho que seu jogo foi positivo."

Sobre sua confiança:
"Uma coisa que você não questiona muito sobre ele é sua confiança. Acredito que para Nicklas Bendtner a coisa mais importante é se manter em forma fisicamente e, depois, ele tem o talento. Na Inglaterra, você conhece ele bem. Para ele é importante que ele esteja presente constantemente e que trabalhe duro fisicamente, porque ele tem as qualidades de um jogador de ponta."
Thomas Eisfeld comemorando seu gol
Em relação ao jogo, a maior parte dos 90 minutos foi bem morna. O Arsenal pouco ficou com a bola e o West Brom, apesar de ter o controle da partida, não chegou muitas vezes com perigo ao ataque. 
Aos 62', troca de passes rápida - de Gnabry, para Bendtner, para Eisfeld - e o Arsenal abriu o placar. Aos 71', no entanto, o West Brom empatou, com Berahino, de cabeça.

Com a necessidade de voltar à frente no placar, Wenger fez as primeiras alterações entre 81' e 83'. Eisfeld e Hayden deram lugar a Akpom e Olsson, que estreou, profissionalmente, pelo clube. O time melhorou, principalmente por conta da presença de Akpom, um dos destaques do jogo, mas não conseguiu reverter a situação. Em fim, veio a prorrogação.

Depois de Wenger passar suas instruções, um tanto quanto exaltado, o Arsenal voltou para os 30 minutos finais mais disposto. Logos aos 94', Arteta saiu de campo com as meias abaixadas. Felizmente, foi só cãibra. Hector Bellerin - mais um estreante - entrou em seu lugar. E foi a partir daí que o Arsenal começou a organizar melhor seus ataques.

Bellerin mudou, drasticamente, a postura do Arsenal do meio para a frente. O espanhol que é, originalmente, lateral-direito ou ponta-direita fez muito bem a função de volante que sai para o jogo. O time passou, finalmente, a controlar mais a bola. No entanto, o West Brom ainda acertou a trave de Fabiański, com Amalfitano. A falta de entrosamento e o cansaço não contribuíram em nada para a criação do segundo gol e o jogo acabou indo para os pênaltis.

Nas cobranças, Reid abriu o placar para o West Brom, Bendtner empatou, Rosenberg recolocou os Baggies à frente no placar e Gnabry teve sua cobrança defendida por Daniels. Morrison consolidou a vantagem do time da casa, mas, depois, Olsson converteu sua cobrança e manteve o time visitante na briga. A partir daí, tudo deu certo para o Arsenal. Dawson chutou para fora e, logo em seguida, Akpom empatou. Amalfitano seguiu o exemplo da cobrança anterior e também chutou para fora. A responsabilidade ficou nos pés de Monreal, que converteu e deu a classificação ao Arsenal.

O saldo desse jogo é que, apesar de ter jogado com um time recheado de jovens, a vitória veio. Analisando a parte psicológica da equipe, essa vitória foi excelente. Desde a derrota para o Aston Villa, no dia 17 de agosto, o Arsenal não deixa de ganhar uma partida sequer. Manter esse tipo de estatística é fundamental para a um time que, geralmente, sofre tanto com falta de confiança.

Há quem não concorde com a escalação de um time reserva para a competição, mas o fato é que sábado tem jogo contra o Swansea (fora) - adversário complicado - e terça-feira tem o Napoli, na Champions League, em "jogo de 6 pontos". Ter seus melhores jogadores, na melhor condição física possível, para esses confrontos é primordial para a manutenção da liderança da Premier League e da classificação na fase de grupos da Champions League.

Nas oitavas-de-final da Capital One Cup, que venha o Chelsea! O jogo será realizado no dia 29 ou no dia 30 de outubro.

Keep the Faith!!

PS.: A última enquete, que perguntava se Özil poderia levar o Arsenal a títulos, deu 91% "sim" e 9% "não". Já temos nova enquete disponível. E também temos as cobranças de pênalti na TV PSA.

Fontes:

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